Nos dias 7 e 8 de agosto, participei, em Vitória, no Espírito Santo, de dois dias de imersão prática em varizes pélvicas com o Pelvic Team, grupo dedicado ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças venosas pélvicas.
Além de participar das discussões e atividades, tive o prazer de contribuir com a parte prática do curso, compartilhando experiências no diagnóstico e na avaliação desses pacientes.


Por que falar em varizes pélvicas quando tratamos varizes nas pernas?
A circulação venosa não deve ser avaliada de forma isolada. As veias da pelve possuem importantes conexões com o sistema venoso dos membros inferiores e, em determinados pacientes, alterações pélvicas podem estar relacionadas ao aparecimento ou à recorrência de varizes nas pernas.
Essa relação é particularmente importante diante de varizes recorrentes, padrões venosos atípicos ou varizes em determinadas regiões, especialmente quando os achados não são completamente explicados pela avaliação convencional dos membros inferiores.
Nesses casos, ampliar a investigação e compreender de onde vem o refluxo venoso pode modificar o planejamento terapêutico.






Um olhar mais amplo para o tratamento das varizes
Nem todo paciente com varizes precisa investigar a circulação pélvica. A indicação depende da história clínica, do exame físico e dos achados do ultrassom Doppler.
Quando existe suspeita de uma origem pélvica, porém, reconhecer essa conexão pode ajudar a compreender por que determinadas varizes aparecem ou voltam após tratamentos anteriores.
Foram dois dias intensos de prática, discussão de casos e atualização, reforçando um conceito que considero cada vez mais importante na flebologia: para tratar bem as varizes das pernas, algumas vezes precisamos olhar além das pernas.
Dra. Nathalia Cardoso Oliveira
Cirurgia Vascular | Flebologia | Ultrassonografia Vascular








